
Um pai reclama para o outro:
- Meu filho está muito para Roberto Carlos.
- Como assim? Retruca o outro.
- Ele quer ter um milhão de amigos.
Com certeza, uma das características da geração net, está no número de amigos e conhecidos. Com facilidade eles conseguem chegar perto de 1.000. Isso é bom?
Não creio que a questão seja de juízo de valor, mas sim de entendimento do contexto e do significado da agenda telefônica, lista de vínculos no Orkut e nomes de conhecidos que se lembra de cor. Há por debaixo desse comportamento de amplos relacionamentos virtuais, uma tendência social que se cristaliza com vantagens e desvantagens.
O que teme o pai? Seriam as amizades perniciosas que viriam do mundo virtual adentrar o mundo real? Seria o descontrole para com os que potencialmente podem influenciar seu filho?
Apesar das trivialidades, das efêmeras experiências sociais, do nebuloso e barulhento mundo chamado bazar - há uma nova linguagem social se cristalizando.
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