quinta-feira, 25 de junho de 2009

Aprendendo como não fazer

Sou bastante a favor do aprendizado positivo e construtivo - evitando ao máximo o uso do exemplo negativo. Lembra-se da brincadeira: Fale elefante 20 vezes (espere até a pessoa falar). O que você está pensado agora?

Pois é às vezes, no ímpeto de se mostrar como não se deve fazer, acabamos seguindo o exemplo negativo. Acontece que em alguns casos, em que a situação é tão ilustrativa (e tão absurdamente rídicula), que merece para que nós - pais - tenhamos um bom choque de realidade.

Creio que foi pensando nisso, e pela situação extremamente cômica que lançaram o blog Oh Crap. My Parents Joined Facebook (Ô Desgraça. Meus pais estão no Facebook)

A lição maior, a meu ver é:

Pais: lugar de diálogo é em casa. Não seja preguiçoso para utilizar as redes sociais e em público tratar assuntos corriqueiros ou que revelem as nossas patologias. Os nossos filhos estão muito bem, obrigado!




Na situação ilustrada acima a mãe se entusiasma (publicamente) com a foto e o vestido tomara que caia da filha, e sugere (ou recomenda, mandando) para ela não levantar os braços ...

Em seguida um amigo retruca que morreu de rir da situação!



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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Uma geração talentosa


Mais uma prova de que sim eles podem! Essa geração é extremamente talentosa, e encontra nos meios digitais um canal de expressão, divulgação e reforço de suas produções artísticas, culturais e sociais.

O jovens estão aí!

Como é o caso do João Pedro (o porjoão dos cartuns) - por isso quando se fala em mundo digital, o software ou o hardware são tão somente detalhes.

Peopleware, childware, e youthware é o que vale! Paremos de pensar em termos de ferramentas ou aplicativos. O que vale são as pessoas.

Você deve estar se perguntando: qual a idade desse jovem. Pois bem, veja o perfil do nosso cartunista mirim, e faça os cálculos:

Nasci em 1996.Já publiquei em algumas revistas dentre elas a revista MAD.tinha meu antigo blog(http://joao-barbosa.zip.net) que tem o mesmo nome deste aqui. Espero que com estes desenhos vocês sintam cócegas no raciocínio.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Matéria n'O Globo




Como já relatei, na semana passada tivemos a honra de sermos entrevistados para a Revista Digital do jornal O Globo do Rio, com a matéria de capa focando em um dos temas preciosos deste blog - provavelmente o tema que o cerca em todas as direções: Nativos Digitais (matéria online completa).

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O Olhar da criança


Um excelente trabalho foi consolidado em livro e lançado hoje pela manhã no Instituto da Criança, ligado ao Hospital das Clínicas em São Paulo.

Trata-se de O Hospital pelo Olhar da Criança de Aide Mitie Kudo e Priscila Bagio Maria, pela Yendis.

Como estou realizando um serviço para a Editora fiquei sabendo do evento e do livro. É uma obra de ruptura pois as autoras utilizam o recurso da colaboração, dando espaço para que as crianças contribuam com a obra. E ao mesmo tempo recorrem a um instrumento digital para nas mãos das crianças captar como vêem o ambiente hospitalar.

Voce pode solicitar essa obra diretamente na Editora, aqui. É possível encontra-la também em algumas livrarias e nas Lojas Americanas.



A felicidade dessa obra está nas diversas fotos que a ilustram, com os comentários e historinhas que recheiam de vida para relatar ao leitor e aos desatentos da realidade de uma criança debaixo do cuidado médico-hospitalar.

Isso é um exemplo claro (e aqui um esclarecimento conheci o livro pronto), de que as iniciativas para diminuir o abismo - não só entre gerações, mas também para atuar na digital divide (marginalização digital) e assim atuar em prol de um mundo melhor para todos.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Saiu na Revista Digital


O Jornal O Globo fez uma matéria muito interessante (por seu tema) e nos deu a oportunidade de contribuir com algumas idéias e conclusões que temos chegado. O tema é Nativos digitais já estão dominando o mundo e transformando a forma como o ser humano se comunica. Ela pode ser lida aqui.


Parte do que falei para a jornalista que me entrevistou, eu já compartilhei aqui. No entanto a sua abordagem e o formato de uma matéria para o grande público, tornou o texto muito didático e apropriado.

Interessante também, para efeito de aprofundarmos o assunto foram os comentários. Estou pinçando alguns pela contribuição didática e pedagógica que serve para o debate - até porque há algumas expressões muito gozadas e trágicas, pois me parecem fora da realidade.

A foto ilustrando é de capa da revista de uma edição do ano passado.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Discutindo a vida digital


Além do espaço deste blog, temos utilizado de outras plataformas para trazer à tona a relevância da discussão do abismo entre as gerações.

No âmbito presencial e corporativo, com foco no Marketing e desdobramento na Educação, tivemos mais uma encontro do Fórum Permanente de Estudos da Vida Digital. Parte do que já postei, adicionado de novas informações estão condensados na apresentação do Slide Share (um site focado em apresentações que permite que você veja cada slide em tela inteira e também fazer downloads).

Hoje é de extrema importância que coloquemos mais gente na parada. Aqueles que nos acompanham, eu gostaria de convocá-los a deixar nos comentários suas sugestões ou pelo menos algumas questões. Assim podemos balisar as próximas postagens.


Creio ser pertinente focar nos aspectos do abismo digital. Há várias implicações:

- Como ser mais eficaz na formação de filhos
- Como entender demandas e necessidades
- Como não ser um estorvo para assuntos superficiais ou estéticos
- Como diminuir a ênfase na autoridade e fazer-se respeitar pela moral
- Como diminuir o uso do controle e do comando e ao mesmo tempo manter diretrizes e limites

Esta lista é mais do que parcial - seria tão somente inicial.

Gostaria de deixar em aberto para que a partir daqui, vocês também entrem no debate.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Zits vem para ajudar


Zits é um personagem de tiras de HQ. Foi criado para ajudar pais e educadores a entenderem seus filhos e alunos. Voltado para diminuir o abismo digital, em formato simples e objetivo consegue contribuir positivamente.


Como a cada dia é uma nova tirinha, as lições são variadas. Com o toque de humor, acabamos aprendendo de maneira leve, e assimilamos as lições naturalmente.


A tira de destaque, acima, que recomendo tem a seguinte tradução:


Quadro 1 - Sim! Está aqui mesmo.

Quadro 2 - Jeremy não estava brincando.

Quadro 3 - Ele de fato adicionou a sua foto ao artigo na Wikipedia "Humilhação"
(Mãe): Mas tudo que fiz foi colocar sua foto quando bebê no Álbum da Escola!

domingo, 19 de abril de 2009

Anunciando o Breve Manual

Estamos nos preparativos finais para soltarmos o Breve Manual Para Pais (versão beta), onde pretendemos apresentar passos práticos e coerentes com a nova realidade. Como já anunciado, trata-se da versão beta, pois queremos liberar rápidamente com mais de 90% do seu conteúdo definido, e permitindo que uma parte dele se aperfeiçoe dentro de um espirito colaborativo.

A seguir antecipamos o índice desse documento em construção:

1 - Introdução - o que propomos e o início da discussão

2 - A Matriz de Riscos - Entendendo os tipos de riscos (Assédio, Pornografia, Cyberbullying), entendendo as fontes (individual - menores e de seus grupos e adultos)

3 - Entendimento da Matriz

4 - Mitos da Segurança Online

5 - Um desafio a ser entendido

6 - Ameaças e Riscos

7 - Passos práticos para os pais

8 - Recomendações Finais

9 - Recursos, bibliografias e links

Poderemos antecipar alguns dos capítulos - por isso, fique ligado.

Primeiros passos


Temos um boa e uma má notícia para os pais.

A boa notícia: realmente a internet é uma influência positiva para crianças e jovens. E eles irão utilizar esse mundo digital de maneira cada vez mais intensa e permanente em suas vidas. O outro lado da questão - a má notícia, é que, como pais teremos que re-aprender a nos situarmos neste novo mundo. E isso vai dar um pouco de trabalho para todos nós!

Sem dúvida há aqueles (felizmente uma minoria), que querem fazer como a anedota do banho da criança, onde ao jogar fora a água suja, a criança vai também. Esse tipo de pensamento - nefasto, retrógrado e limitante não interessa às famílias. Não há como evitar a revolução digital que presenciamos. As crianças cada vez mais cedo usam celulares, tem email, e se cadastram e sites de relacionamento, formando grupos e comunidades.

É impossível e uma aberração ao mesmo tempo, diante de tanta modernidade e da ubiquidade das facetas digitais, querer privar qualquer cidadão - independente de sua idade ou mesmo de classe social, dos avanços tecnológicos e das novidades da modernidade.

Hoje reconhecemos que muito do que o mundo digital proporciona, como o uso do telefone celular e as mensagens curtas de texto (os torpedos e sms) compõem, além da própria internet, um grande arcabouço digital. Tudo isso gera dentro do lar, uma forte proximidade e interação entre pais e filhos, comodidade e segurança. Há também o fato de que tudo isso intensifica o desenvolvimento de uma maior inteligência e preparo, ampliando sua força social com desdobramentos emocionais saudáveis. Dessa forma estaremos hoje, preparando nossos filhos para o amanhã.

O que devemos fazer então? Nos próximos dias, disponibilizaremos um Breve Manual Para Pais - inicialmente em sua versão beta (significando que poderá receber melhorias e adições). Será dentro do espirito denominado de 'código aberto' - onde os pais poderão baixar o texto sem custo algum. E se quiserem, poderão encaminhar para outros pais e familiares.

Em paralelo estaremos recebendo perguntas e sugestões. Quem sabe poderemos criar um grande fórum nacional que discuta e debata os temas que nos inquietam. A segurança, a orientação saudável, as diretrizes e os limites estabelecidos de forma equilibrada, e a construção de um ambiente positivo, fazem parte de nosso intento. Queremos prover aos pais - ao final de sua jornada de criação e educação dos filhos, um sentimento de dever cumprido - e de ter cumprido-o bem!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Quatro questões chaves


No encerramento do ano passado, a força tarefa composta de Procuradores estaduais dos Estados Unidos, debaixo do guarda-chuva da instituição da Universidade de Harvard, no Berkman Center for Internet & Society, tornava público através de um documento de 278 páginas a última análise sobre a Segurança da Criança na Web.

Como já temos apresentado, a atual geração abaixo dos 32 anos, e mais especificamente hoje, aqueles com menos de 18 anos, tem assimilado em suas vidas tanto o computador como os terminais de mão (celulares e similares) com acesso à internet, como coisas corriqueiras e naturalmente ligadas ao cotidiano. São aqueles 'banhados em bits' como temos enfatizado.

Esse estudo foca com muita pertinência as preocupações de pais, legisladores, membros do judiciário e do executivo com relação à internet. A maioria dos pais americanos reconhecem a influência positiva da internet na vida de seus filhos. E é fato aceito que as chamadas mídias sociais se fortalecem em relevância ao permitir socialização, aprendizado e inclusão na vida pública.

É portanto mister, conforme esse relatório que sejam endereçadas pelo menos 4 questões chaves:

1. Quais as ameaças que os jovens enfrentam ao se conectarem online?

2. Onde e quando estão os jovens debaixo de maior risco?

3. Quais os jovens que estão debaixo de maior risco e o que torna uns sob maior risco que outros?

4. Como essas diferentes ameaças se inter-relacionam?

Deixo para reflexão, enquanto preparo a próxima postagem. Comente à vontade.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Quantos amigos meu filho pode ter?


Um pai reclama para o outro:

- Meu filho está muito para Roberto Carlos.

- Como assim? Retruca o outro.

- Ele quer ter um milhão de amigos.

Com certeza, uma das características da geração net, está no número de amigos e conhecidos. Com facilidade eles conseguem chegar perto de 1.000. Isso é bom?

Não creio que a questão seja de juízo de valor, mas sim de entendimento do contexto e do significado da agenda telefônica, lista de vínculos no Orkut e nomes de conhecidos que se lembra de cor. Há por debaixo desse comportamento de amplos relacionamentos virtuais, uma tendência social que se cristaliza com vantagens e desvantagens.

O que teme o pai? Seriam as amizades perniciosas que viriam do mundo virtual adentrar o mundo real? Seria o descontrole para com os que potencialmente podem influenciar seu filho?

Apesar das trivialidades, das efêmeras experiências sociais, do nebuloso e barulhento mundo chamado bazar - há uma nova linguagem social se cristalizando.

terça-feira, 31 de março de 2009

Projeto colaborativo


Ainda nos seus primeiros dias de vida, o projeto Meu Filho Digital ganha várias adesões e apoio. São amigos que divulgam no twitter, outras que aderem ao meu grupo do Facebook, e até um amigo-nerd (o JP - do takeme2japan), que me enviou um roteiro muito interessante para discutirmos.

A seguir quero compartilhar o que seria uma introdução de esclarecimento para os pais. Devemos lembrar que há efetivamente (em todas as gerações houve), um distanciamento entre as gerações. Hoje em função dessas grandes transformações e o próprio re-ordenamento social, em velocidades absurdas, uma ampliação desse gap.

Por isso que gostaria de explorar os MITOS que a internet e os comportamentos diferentes acabam criando de maneira natural ou provocada. A pergunta portanto é:

Que mitos você identifica na perspectiva de pais ao encarar ou ao não entender essa transformação social e seu filho digital?

segunda-feira, 30 de março de 2009

Texto de pesquisa

Uma das primeiras contribuições que o nosso projeto Meu Filho Digital recebeu, veio do João Paulo, que é um cara extremamente ligado e conectado - autor do blog takeme2japan que trata de mídia, marketing e cultura.

Ele me mandou uma conexão interessante que é uma pesquisa sobre os jovens japoneses (está em Inglês). Nos próximos dias farei uma resenha deste texto.

domingo, 29 de março de 2009

Geração 2.0


Não é de hoje. Há sinais que nos alertam para a chegada deste novo tempo. Uma Geração banhada, movida e alimentada por bits. Bites e bits, blogs e redes, mensagens e torpedos, conversando - falando e ouvindo.

Não há necessidade de muita argumentação. A situação está diante de nós com clareza. Em alguns momentos nos sentimos ameaçados. Outras vezes até agredidos. Temos nossos momentos de alívio e realização. Afinal, aconteceu conosco em passado não muito remoto - entre nós e nossos pais, assim como entre eles e nossos avós. O eterno conflito das gerações ...

Mas no presente - quando nos endereçamos ao momento atual e aos desafios que se nos apresentam - a coisa muda. Muda porque nunca antes (no mundo) essa transformação foi tão radical e profunda. A ponto de em uma única geração termos tantas diferenças, novidades e transformações sócio-culturais.

O que fazer então? A solução não está nem no desprezo (do tipo 'deixa estar' como a canção dos Beatles Let it be), e nem tão pouco no combate extremado e castrador. Pasmem! Ouvi um tecnólogo recomendar que mantenhamos os filhos abaixo de 17 anos proibidos de acessar a internet!!

Creio que o caminho da verdadeira sabedoria reside em fazermos a nossa parte como geração que lidera os mais jovens: comprender esta nova ordem social, como ela está sendo construída, seus parâmetros e influências, suas descobertas e desafios, seus perigos (que certamente existem) e suas bençãos e vantagens.

É claro que há que se ter amor, diálogo, respeito, enfim um verdadeiro espírito de família. Mas há um fator crítico de sucesso para os dias de hoje: nossa contextualização nesse ambiente social, cultural e tecnológico, com pertinência e equilibrio.

Essa é a minha proposta para vocês pais e mães! A conversa está aberta!

* Capa da revista Time de 20 de março de 2006. A discussão sobre as mudanças comportamentais de nossos filhos tem atraido a atenção da grande mídia em diversas e diferentes coberturas. Há pouca - se alguma - literatura que trate de forma atualizada o desafio corrente.