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domingo, 4 de outubro de 2009

Recomendaçõe para os pais



O Instituto Claro, através de seu site, fez uma interessante cobertura sobre o evento "Gerações Interativas: O Uso Responsável das Telas Digitais" e ao final listou uma série de recomendações para os pais.

Destaco entre elas:
- Seja um navegante
- Coloque o computador num espaço comum
- O celular pode ser usado para se fazer bullying (fique atento)

Leia a matéria completa e as recomendações para pais e filhos, aqui.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Novos papeis para Pais


Esclareço desde logo que não estou advogando mudanças radicais nas funções e obrigações milenares que pais têm sobre seus filhos. Mas estou, sim, direcionando os valores tradicionais representados por alguns verbos como: amar, cuidar e dialogar - para nos atermos a essas ações básicas e universais.

Temos um novo ser em nosso lar. É uma criança (ou um adolescente) muito diferente do que eramos ou do que foram, aqueles em gerações intermediárias. Isso por causa de hábitos e modos de se relacionar com e no contexto em que vivem.

Temos que prestar atenção nas nossas crianças, que não mais atuam debaixo de uma égide analógica e sim digital. Semelhante à mesma naturalidade com que usufruimos de água encanada e eletricidade, eles hoje têm transparência nas interfaces digitais que os cercam. Inclusive porque são mais propensos a valorizar - tanto em aquisição como em uso - essas plataformas carregadas de tecnologia que conectam e simplificam o dia a dia.

Fico sabendo que Hospitais estão utilizando ipods como um componente para minorar o baque de uma terapia ou de um internamento. As pessoas ficam concentradas em si ao ouvirem músicas, uma narração bíblica ou mesmo uma seleção de poesias - e se desvencilham da conversa-fofoca pessimista de acompanhantes e outros pacientes. Não - não é falta de educação. É prioridade no paciente.

O uso dessa 'plataforma' ou equipamento -vem para o jovem com total naturalidade. Só para contrastar, lembro que recentemente, ao se completar 30 anos do lançamento do walkman, foi dado a um jovem digital para descobrir os usos daquele componente do tamanho de um tijolo. Ele não imaginava que precisava trocar de lado a fita cassete. E que o rádio tivesse tanta interferência. E o peso ...

Essas transições de interface, e o rápido crescimento de redes sociais, têm permitido aos mais jovens ampliarem seus contatos. Hoje amigo e amizade ganham novas conotações. Se o pai pergunta: "Quem é esse amigo seu aqui do Orkut?" poderá receber como resposta um "não sei - não o conheço"! Esta é uma situação muito comum e tem algumas lições práticas, a serem discutidas neste fórum.

Já quando o jovem sai de casa para atividades sociais, os amigos participam da sua amizade, ganhando sentido de companheirismo. É quase certo que refere-se a amigos de contatos pessoais (escola, clube, vizinhança, igreja). A interface digital que também os conecta, reforça esse companheirismo e os laços sociais presenciais.

O que observamos é que o papel de acompanhar ganha contornos diferenciados. Não é uma situação preto no branco. Não é para liberar todos os amigos (a idade do filho influi aqui) e nem para excluir de imediato. O mesmo procedimento se aplica nos companheiros. São novas regras sociais que abrangem essa geração de Nativos Digitais. E os pais devem saber interpretar e se contextualizar dentro desse novo mundo. E com o diálogo, iremos aprender e nos situar de maneira equilibrada e positiva.

Na próxima postagem vamos discutir alguns pontos práticos, incluindo-se o que fazer e como fazer.

domingo, 19 de abril de 2009

Primeiros passos


Temos um boa e uma má notícia para os pais.

A boa notícia: realmente a internet é uma influência positiva para crianças e jovens. E eles irão utilizar esse mundo digital de maneira cada vez mais intensa e permanente em suas vidas. O outro lado da questão - a má notícia, é que, como pais teremos que re-aprender a nos situarmos neste novo mundo. E isso vai dar um pouco de trabalho para todos nós!

Sem dúvida há aqueles (felizmente uma minoria), que querem fazer como a anedota do banho da criança, onde ao jogar fora a água suja, a criança vai também. Esse tipo de pensamento - nefasto, retrógrado e limitante não interessa às famílias. Não há como evitar a revolução digital que presenciamos. As crianças cada vez mais cedo usam celulares, tem email, e se cadastram e sites de relacionamento, formando grupos e comunidades.

É impossível e uma aberração ao mesmo tempo, diante de tanta modernidade e da ubiquidade das facetas digitais, querer privar qualquer cidadão - independente de sua idade ou mesmo de classe social, dos avanços tecnológicos e das novidades da modernidade.

Hoje reconhecemos que muito do que o mundo digital proporciona, como o uso do telefone celular e as mensagens curtas de texto (os torpedos e sms) compõem, além da própria internet, um grande arcabouço digital. Tudo isso gera dentro do lar, uma forte proximidade e interação entre pais e filhos, comodidade e segurança. Há também o fato de que tudo isso intensifica o desenvolvimento de uma maior inteligência e preparo, ampliando sua força social com desdobramentos emocionais saudáveis. Dessa forma estaremos hoje, preparando nossos filhos para o amanhã.

O que devemos fazer então? Nos próximos dias, disponibilizaremos um Breve Manual Para Pais - inicialmente em sua versão beta (significando que poderá receber melhorias e adições). Será dentro do espirito denominado de 'código aberto' - onde os pais poderão baixar o texto sem custo algum. E se quiserem, poderão encaminhar para outros pais e familiares.

Em paralelo estaremos recebendo perguntas e sugestões. Quem sabe poderemos criar um grande fórum nacional que discuta e debata os temas que nos inquietam. A segurança, a orientação saudável, as diretrizes e os limites estabelecidos de forma equilibrada, e a construção de um ambiente positivo, fazem parte de nosso intento. Queremos prover aos pais - ao final de sua jornada de criação e educação dos filhos, um sentimento de dever cumprido - e de ter cumprido-o bem!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Quatro questões chaves


No encerramento do ano passado, a força tarefa composta de Procuradores estaduais dos Estados Unidos, debaixo do guarda-chuva da instituição da Universidade de Harvard, no Berkman Center for Internet & Society, tornava público através de um documento de 278 páginas a última análise sobre a Segurança da Criança na Web.

Como já temos apresentado, a atual geração abaixo dos 32 anos, e mais especificamente hoje, aqueles com menos de 18 anos, tem assimilado em suas vidas tanto o computador como os terminais de mão (celulares e similares) com acesso à internet, como coisas corriqueiras e naturalmente ligadas ao cotidiano. São aqueles 'banhados em bits' como temos enfatizado.

Esse estudo foca com muita pertinência as preocupações de pais, legisladores, membros do judiciário e do executivo com relação à internet. A maioria dos pais americanos reconhecem a influência positiva da internet na vida de seus filhos. E é fato aceito que as chamadas mídias sociais se fortalecem em relevância ao permitir socialização, aprendizado e inclusão na vida pública.

É portanto mister, conforme esse relatório que sejam endereçadas pelo menos 4 questões chaves:

1. Quais as ameaças que os jovens enfrentam ao se conectarem online?

2. Onde e quando estão os jovens debaixo de maior risco?

3. Quais os jovens que estão debaixo de maior risco e o que torna uns sob maior risco que outros?

4. Como essas diferentes ameaças se inter-relacionam?

Deixo para reflexão, enquanto preparo a próxima postagem. Comente à vontade.